Processo de abertura de um restaurante

Processo de abertura de um restauranteProcesso de abertura de um restaurante

Para muitas pessoas que vêem na culinária um prazer cotidiano ou um dom apreciado por amigos e parentes abrir um restaurante pode parecer uma tarefa simples, porém, os números do setor preocupam, principalmente no que diz respeito a falências.

O Brasil é o país onde mais se abrem novos negócios, mas também o que tem a maior taxa de falências de empresas com até três anos de existência. Segundo pesquisa realizada pelo GEM (Monitor Global de Empreendedorismo), 12,3% dos brasileiros com idade entre 18 e 64 anos tem negócio próprio. Em segundo vêm os Estados Unidos, com 9,8% e em terceiro a Austrália, com 8,1%.

Os números de falência no Brasil são apresentados pelo OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e o SEBRAE, sendo que, a cada 100 empresas brasileiras, 56% fecham as portas em até três anos de vida. Também nesse caso somos os primeiros do ranking, seguidos por Portugal com 44% e Estados Unidos com 40%.

Segundo Percival Maricato, presidente da Associação Brasileira de Restaurantes Diferenciados, o número de falências de restaurantes no Brasil costuma seguir uma media superior ao de empresas de outros setores, chegando até 80% no mesmo período.

Apesar dos cuidados que devem ser tomados na abertura de um restaurante, o mercado de restaurante no Brasil vem demonstrando resultados promissores para futuros empreendedores.  A falta de tempo e o excesso de trabalho fazem com que as pessoas, hoje em dia, prefiram as refeições rápidas ou alimentos de fácil preparação.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a participação da mulher no mercado de trabalho passou de 43,4%, em média, em 2004, para 43,7% em 2005, nas seis principais regiões metropolitanas do País, ou seja, um crescimento de 0,3%, continuando um crescimento consistente ocorrido nas últimas décadas. Isto significa que, além de ter menos tempo para preparar as refeições para a família, elas aumentaram o contingente daqueles que se alimentam fora do lar, fazendo com que este hábito não esteja mais restrito a uma questão de prazer e sim, a uma necessidade.

Atualmente, aproximadamente 26% dos gastos do brasileiro com alimentação são realizados em refeições fora do lar. De acordo com levantamentos recentes, as pessoas que vivem em grandes centros urbanos fazem um terço de suas refeições fora de casa e jantam em restaurantes, em média, três vezes por semana.

Muitas outras refeições são feitas em estabelecimentos tipo fast-food, lanchonetes de escolas e universidade e refeitórios de fábricas e empresas. Só na cidade de São Paulo, cerca de 32% da população faz suas refeições fora de casa. Em grandes centros, como Rio de Janeiro, o hábito atinge 26%; em Belo Horizonte, 20%.

Observamos nestes dados um paradoxo intrigante, que nos leva a perguntar:

Como podemos aproveitar as oportunidades de um mercado em expansão e minimizar os riscos de abertura de um restaurante?

Jonatas Mascarenhas
Proprietário da empresa Academia do Sabor, maitre; chefe de bar; instrutor; palestrante, organizador e consultor para restaurantes, hotéis, bares e similares (15) 99676-1656